Artigos » O que o medo de ser feliz e a procrastinação têm a ver com autossabotagem?

O que o medo de ser feliz e a procrastinação têm a ver com autossabotagem?

Autor: Andre Lima

Recentemente, recebi duas perguntas muito interessantes sobre autossabotagem:

"André, a autossabotagem e a procrastinação andam sempre juntas, e se tem diferença, como desfazê-la?"

"A autossabotagem também é uma forma de termos medo da felicidade? Hoje estou sozinha e venho percebendo como eu me afasto das coisas boas... por quê?"

Vou responder na ordem.

Procrastinar significar adiar aquilo que a gente sabe que é preciso fazer, mas não fazemos no momento. Pode ser uma obrigação, uma tarefa chata que você fica adiando por que não dá prazer de fazer: pagar uma conta, consertar alguma coisa, faxinar, organizar, fazer o relatório, escrever a tese... Mas pode ser também algo que poderia melhorar muito a sua vida, e você simplesmente deixa pra depois: fazer aula de dança; começar um trabalho de autoconhecimento; fazer exercício; fazer um curso etc.

Procrastinar faz parte dos mais variados processos de autossabotagem, é uma das muitas facetas e talvez seja a mais comum. Todas as vezes que você procrastina, você está se sabotando, causando algum mal pra você mesmo: causa o estresse de deixar tudo pra última hora, gera o risco de pagar algo com multa, deixa bagunça e a desorganização tomarem conta, tornando a sua vida mais difícil... A autossabotagem é mais abrangente do que procrastinação.

Sim, também tem como acabar com a procrastinação. Ela não acontece por obra do acaso. Sentimentos de opressão podem nos deixar paralisados e assim podemos adiar muitas coisas, pra sentir um alívio ilusório bem temporário.

Eu digo ilusório e temporário pois a tensão interna cresce já que, no fundo, você sabe o que não fez e que vai ter que fazer depois, ou então, sabe que não fazer mas vai trazer algum prejuízo. Quando você pensa em fazer aquilo está procrastinando, surge um desconforto. Pra não sentir o desconforto você deixa pra depois. E quando você deixa pra depois surge o alivio temporário, mas na verdade, a tensão inconsciente cresce.

O excesso de estresse, muitos afazeres, podem nos levar a nos sentirmos oprimidos, e aí procrastinamos. Mas não é só isso. Vários sentimentos negativos podem gerar também procrastinação. Por exemplo: uma pessoa que foi abandonada na infância pode carregar sentimentos que ela não tem valor, e por isso desenvolve uma crença de que não merece uma vida melhor (uma coisa negativa dá origem a outra...). E por causa desse não merecimento, adia, de forma indefinida, a matricula em um curso que poderia lhe proporcionar mais renda e uma vida mais tranquila. Ou simplesmente adia as férias, e nunca encontra tempo pra cuidar de si.

O medo também é um grande causador da procrastinação. Podemos deixar de ir ao médico; adiar um exame; deixar aquela conversa desagradável pra depois; adiar o pedido de aumento... tudo por medo.

O que aconteceria se você removesse o estresse, ou se você curasse os sentimentos de abandono e medo? A procrastinação desapareceria e a pessoa conseguiria fazer tudo que tem pra ser feito, sem esforço. E com a técnica da *EFT (técnica para autolimpeza emocional, veja como receber um manual gratuito no final do artigo) essa limpeza e cura de emoções negativas pode ser feito de uma forma muito eficaz e rápida na maioria dos casos. Por isso é possível acabar sim com a procrastinação.

Agora vou responder a segunda pergunta. O medo de ser feliz pode gerar comportamentos sabotadores. Esse é o caso da leitora que fala que está ficando sozinha e se afastando das coisas boas, sem saber por que. É também difícil eu responder porque ela faz isso, pois o medo de ser feliz pode ter inúmeras causas diferentes. Por exemplo: se a pessoa teve sempre uma vida de muito sofrimento, a mãe também era infeliz, é até natural que ela se acostume com essa infelicidade e tenha medo ser feliz, e se afaste de coisas boas pra causar sofrimento.

Isso ocorre por que acabamos nos acostumando a viver de uma certa maneira que, mesmo sendo sofrida, é o que conhecemos. E o que conhecemos pode ser mais confortável de certa forma, mesmo que seja algo sofrido. Estranho não? Pois é assim que funciona.

É como se a pessoa pensasse assim: "é melhor essa vida que eu já conheço, que é sofrida, mas já sei como é, do que uma vida supostamente melhor, mas que eu não sei como é". E aí podem ainda surgir vários medos extras: E se essa vida supostamente melhor, não for melhor? E se ficar pior do que está agora? Pra que arriscar? Eu já sei lidar mesmo com isso que tenho hoje... E se ficar melhor e depois eu perder e voltar a ficar como antes? Vai ser uma decepção, melhor ficar como está agora...

Todos esses pensamentos podem estar ligados ao medo de ser feliz. O medo de arriscar, o medo de sair da zona de conforto, tudo isso também faz parte do complexo tema que é do da autossabotagem. Realmente não é fácil desvendar tudo isso por conta própria. Eu demorei muitos anos pra descobrir tudo isso.

André Lima - EFT Practitioner. *EFT - Emotional Freedom Techniques - é a autoacupuntura emocional sem agulhas. Ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas emocionais. Você mesmo pode se autoaplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar, acesse:
http://www.andrelimaeft.com.br/pagina-de-inscricao-manual-eft e baixe o seu manual.



« Voltar aos artigos