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Fim do mundo em 2012? A verdade sobre o calendário Maia

Autor: Henrique Pagnoncelli

Nos  últimos anos e, particularmente neste, fala-se muito que o mundo vai acabar. O fim catastrófico do mundo é atribuído ao povo Maia. Os Maias pertencem  é  civilização pré-colombiana que surgiu no México e na América Central há mais de três mil anos. Teve seu apogeu do século III ao século VIII. Na verdade, os Maias não falaram em catástrofe. Essa visão apocalíptica não é desse povo. Esse prognóstico do fim do mundo foi um erro histórico de interpretação do calendário Maia que se difundiu com propósito apenas para espalhar o terror. E o pior disso é que influencia de tal forma o imaginário coletivo,  que muitas pessoas estão preocupadas em fazer algo para se salvar. Não há fim de mundo nos textos e nem nos símbolos dos Maias. Esse povo tinha um calendário bem fundamentado e preciso nos movimentos astronômicos, a exemplo da Nasa, que com todo o aparato tecnológico consegue interpretar como esse povo chegou a estas conclusões.Os Maias tinham conhecimento de um alinhamento astronômico da Terra,  e do Sol como  centro da nossa Galáxia, a Via Láctea. Esse alinhamento acontece a cada 26 mil anos. Uma outra sincronia, que acontece em dezembro de 2012, é o fim de uma  Era, de dois mil anos. Saímos da era de Peixes para a era de Aquário. Eu diria que é um momento privilegiado para  podermos vivenciar estas coincidências astronômicas e astrológicas.  E tudo isso mexe no campo magnético da terra e em todos os seres humanos. Portanto, é o fim de vários ciclos que afeta todo o sistema solar e, particularmente o nosso planeta, que nos últimos 10 anos convive com inúmeros terremotos, maremotos e os consequentes tsunamis.Não podemos acreditar em eventos que aconteceráo numa única data, mas num processo natural que já vem ocorrendo. O planeta está se movendo. Os Maias anunciaram um momento de mudanças profundas, de um aumento de  energia no planeta. Essa movimentação energética está se manifestando através de uma mudança de mentalidade, uma mudança de consciência nos seres humanos. Todos as  estruturas sociais, políticas, governamentais e religiosas estão em crise exatamente por este motivo. Porém, infelizmente, estes fenômenos naturais estão sendo ignorados pelos líderes dessas instituições, quando não fazem pouco caso, ou até chacotas.  Há também transformações ocorrendo no mundo físico, social, psicológico e espiritual das pessoas. Para perceber essas transformações não podemos nos ater às peças isoladas do quebra cabeça, mas ter uma visão ampla, total do que está se desenhando neste cenário em que estamos inseridos.   A base da profecia é: não destrua  a sua própria casa. Estamos destruindo o mundo. Cuidar da casa, é cuidar do planeta (oikos em grego é casa: daí vem ecologia. Portanto, cuidar da nossa casa maior, o Planeta Terra e não destruí-la, como se fosse uma atitude suicida ou de autofagia). Então vamos mudar. A nova conscência é essa mudança!É o início de um novo ciclo baseado na harmonia e no equilíbrio. É momento de transformação individual e coletiva. É um período em que há um apelo para  transcender o mundo material e financeiro. O ser humano e todas as organizações estão sendo impelidas a abrir mão de um conservadorismo moribundo, moralista, racionalista e reducionista. Uma nova ordem está se impondo: a busca da espiritualidade, da transcendência e da transdisciplinaridade está cada vez mais presente, conferindo pleno sentido ao novo ser humano que está nascendo, mais consciente. É urgente despertar para esta realidade. É um despertar de uma nova consciência. É o fim de um mundo arcaico, que ainda reage, esperneia, agride, e o surgimento de uma novo mundo, mais ético e espiritualizado. O mundo velho e agressivo prefere perder os dedos, mas não entrega os anéis. É o mundo egoísta. O mundo novo que vislumbramos caracteriza-se pela solidariedade, pela compaixão, pela ética, pela espiritualidade. É o mundo regido pelo coração.


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