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As inteligências ao seu alcance!

Autor: Flávio Bastos
Fonte: Somos Todos Um

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL 

Ser inteligente nos remete ao poder de nossos pensamentos sobre nossas emoções. Ser inteligente é ser capaz de pensar com objetividade sobre nossas emoções, isso nos dá completo controle sobre nós mesmos, e é tudo que precisamos para termos atitudes sensatas e produtivas. No entanto, para sermos emocionalmente inteligentes, precisamos considerar nossas emoções e validá-las, ou seja, nos dar o direito de senti-las, mas não deixando que elas nos dominem quando forem prejudiciais.
A submissão a emoções negativas nos afasta do "eu centrado", isto é, tira-nos o foco, a percepção de momento pelo qual conseguimos controlar as nossas emoções. Desta forma, o medo, a raiva e a tristeza ganham espaço para atuarem no campo de nosso desequilíbrio.

Atingir um nível satisfatório de inteligência emocional requer um ótimo autocontrole. Este controle é conseguido quando temos um bom nível de autoconhecimento; o conhecimento de si mesmo é um processo gradual que estimula mudanças de atitudes diante da vida. É neste momento que entra a autoajuda (autoanálise) ou a ajuda terapêutica (externa) que atuam como instrumentos identificadores dos desequilíbrios emocionais, no sentido do indivíduo não deixar-se dominar pelas emoções negativas.

Na verdade, as técnicas reeducativas de nossas emoções são exercícios de autocontrole que visam levar o indivíduo ao equilíbrio emocional, à medida que as fraquezas, ou pontos vulneráveis, já foram identificados no processo de autodescoberta.

INTELIGÊNCIA HUMORÍSTICA

Apesar de não constar nos compêndios da Psicologia, gosto de associar a "inteligência humorística" à inteligência emocional. O motivo é simples: uma é aliada ou conectada à outra, são afins, pois a terapia do riso saudável, adaptado às mazelas do cotidiano da vida, ajuda a afastar a intranquilidade, a ansiedade, a tristeza ou a irritabilidade.

A propósito, sobre inteligência e humor, Aristóteles revela a sua inteligência emocional, ao afirmar: "Qualquer um pode zangar-se; isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na justa medida, no momento certo, pela razão certa e da maneira certa, isso não é fácil".

INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL

Considero imprescindível associarmos as inteligências intelectual, emocional e humorística à inteligência espiritual, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção, além de estimular o assumir da transcendentalidade. É uma inteligência que nos impulsiona e está ligada à necessidade humana de ter propósito na vida. É ela que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.

A inteligência espiritual foi recentemente descoberta através de pesquisas científicas que afirmam existir um "ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experiência espiritual.

CONCLUSÃO

Como já registramos neste texto, enquanto inteligência, a reeducação emocional, associada às demais inteligências, pode ocorrer pela via da autoajuda (autoanálise), opção que passa por técnicas orientadas de meditação (a Yoga é uma delas), ou pela opção da reforma íntima através da fé raciocinada (o espiritismo, que associa ciência, filosofia e religião é uma delas). A terceira opção fica pela ajuda externa, aquela que vem de fora, ou seja, a psicoterapia. Nesta opção sugerimos as psicoterapias que lidam com a natureza interdimensional e holística do ser inteligente dotado de extraordinária capacidade de expansão consciencial, pois o objetivo de uma terapia consciente é ajudar o indivíduo a atingir o equilíbrio integral (físico, mental, emocional e espiritual).

No âmbito da ciência, podemos afirmar que tudo que influencia a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico, é a inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo, é a inteligência emocional. O terceiro tipo permite o pensamento criativo, intuitivo, capaz de insights, formulador e revogador de regras, é a inteligência espiritual.

Em relação à inteligência humorística descrita neste texto, pesquisas recentes demonstram que o bom humor é fator chave para "abrir a mente" ou cientificamente falando estimula o lado direito do cérebro, responsável pela criatividade e em grande parte pelo desenvolvimento das inteligências emocional e espiritual. Logo...

Como vimos, adquirir o autocontrole (manter o foco), assumir a natureza transcendental e, ao mesmo tempo, ser bem humorado, não é tarefa fácil para ninguém. No entanto, a vida é um desafio que nos impulsiona para o autoconhecimento. E se não desafiarmos as etapas deste processo, jamais daremos o primeiro passo no sentido de alterar positivamente um modelo emocional-comportamental arraigado ao passado.
 


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