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Percepção Extra-Sensorial e Relacionamento Humano

Autor: Henrique Pagnoncelli

É recorrente a afirmação que o "Homem não é uma ilha". Vale dizer, não vivemos isolados, sós. Vivemos com os outros seres humanos. Convivemos! É profundo o desejo de todos que a convivência seja harmônica. Porém, estamos longe do almejado ideal. Não são poucas as pessoas que embora convivam socialmente, sentem-se sós, abandonadas, cercados por todos os lados de medos e inseguranças, "uma verdadeira ilha de incertezas". Assistimos flagrantes no cotidiano, do ser humano às voltas com danosos conflitos com ele mesmo, com seus semelhantes e com o Criador. Lógico que os conflitos têm a ver com imagens negativas dele mesmo, como pessoa, registradas no subconsciente, gerando uma baixa autoestima. Com isso, o relacionamento com os demais será marcado pela incompreensão. Uma visão fragmentada, imediatista e, consequentemente, superficial da vida leva o ser humano a culpar e a culpar-se, ao invés de buscar soluções, gerando ansiedade, medo do que possa acontecer. Sabemos que o desconhecido causa ansiedade e medos. Um aspecto importante no relacionamento humano é a comunicação. Esta se dá de diversas maneiras. As formas de comunicação bastante familiares passam pelos cinco sentidos. Nos comunicamos pelo olhar, pelo ouvir, pelo toque, pelos odores e pelo palato. Enfim, nossos gestos e atitudes transmitem os conteúdos afetivos de nossas mensagens verbais e não verbais. Não raro nossas atitudes desmentem nossas palavras, despertando desconfiança, gerando dificuldades nas relações sociais. Sem dúvidas, é uma flagrante manifestação de incongruências alimentadas por mecanismos inconscientes de autodefesa. Ante uma ameaça, o indivíduo se arma, fechando-se sobre si mesmo, possibilitando uma comunicação equivocada, dando vez a desentendimentos. Quando falamos de relacionamento humano, isto é, relações sociais, referimo-nos às relações no casamento, na família, no ambiente de trabalho, na política, nas religiões, nas amizades. O entendimento restabelecerá a harmonia na convivência através do diálogo e de uma autêntica mudança de mentalidade. Pela mediação da palavra buscar o autoconhecimento e tornar-nos autoconscientes, ou seja, capazes de identificar os próprios sentimentos e emoções como reações automáticas do subconsciente, cujos registros nele contidos, que remontam o período de gestação, qualificam positiva ou negativamente as relações humanas. E aqui é imprescindível dar destaque à forma de comunicação, aliás, muito pouco mencionada quando se fala de relação interpessoal, que é a Percepção Extra-Sensorial, notadamente a telepatia e a intuição. O nosso interior, no subconsciente. "Se expressa fora o que está no seu interior". Havendo imagens positivas de si mesmo e também dos outros registrados no nosso subconsciente, a probabilidade é muito grande de o relacionamento ser harmânico. Na verdade, não escolhemos e, sim, atraímos as pessoas com as quais nos relacionamos. A lei mental diz com clareza: "os semelhantes se atraem". Quando nossas atitudes, gestos e palavras estão em sintonia, manifestação de um uníssono, então somos autênticos, dando beleza às relações humanas.   


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